Conheça um pouco mais sobre a trajetória de sucesso de Tarso Marques

O empresário, piloto de F1 e vencedor da primeira edição do reality show "Amazônia", conversa com exclusividade com o Agito Total


Quando começou a sua paixão por automóveis?
Praticamente nasci dentro de um autódromo. Meu pai corria (por hobby) e me levava, com poucos dias de vida, para as pistas. Está literalmente no sangue. 


Quando você começou a competir profissionalmente? Que categoria? 
Eu comecei no Kart aos 6 anos, mas só me tornei profissionalmente aos 12.


Você foi piloto de Stock Car por um tempo e, também, de Fórmula 1. Qual dessas categorias marcou mais sua vida? Por quê? 
Fórmula 1, Stock Car foi so uma brincadeira na minha carreira. Digo que foi uma brincadeira, porque meu trabalho mesmo vai além das pistas. Apesar disso, quando eu resolvi focar como piloto, meu ideal era a Fórmula 1 e não a Stock Car. Fiquei muito mais tempo na F1 do que na Stock. 


Conte como foi a sua transição de piloto para empresário...
Na realidade é diferente. Não deixei uma para começar a outra. Todo piloto de F1 é um grande empresário. Alias, muitas pessoas nem sabem que muitos pilotos são empresários em suas equipes, que exigem do piloto muito mais trabalho empresarial do que temos conhecimento pela mídia. Hoje, tocar uma empresa como a minha, chega a ser fácil, perto do que tinha que gerenciar na F1. Fazer negócios com a Briatore, Tom Walkinshall, Bernie Eclestone, entre outros, é bem mais complicado, já que envolve muito dinheiro e muita especulação. Qualquer coisa depois disso é bem fácil de executar e gerenciar. 


Você é diretor e proprietário da TMC, empresa que customiza bens. Como e quando ela surgiu?
Ela surgiu por acaso. Sempre gostei de motos e carros customizadas e, nunca, do obvio, ou "original de fábrica". Eu gosto de personalizar as coisas que uso e, por isso, passei por várias oficinas com motos e carros que já tive. Mas, nenhuma tinha a infra estrutura para modificar a estrutura como eu queria. Então, eu reuni profissionais qualificados para a customização desses bens e algumas encomendas passaram a surgir. Achei que era a hora de profissionalizar isso e abrir a minha empresa. Reuni uma equipe fundei a TMC, onde me destaquei e cresci no segmento com o passar dos anos.


A  vinda da TMC de Curitiba para São Paulo se deu de que maneira? Seu mercado aqui é maior que no Sul do Brasil?
Na verdade a maioria dos produtos que faço e projeto são para SP, sempre foram. A estrutura das fábricas montei em Curitiba porque nasci e morava lá, na época. Hoje moro em SP porque meu mercado aqui é muito maior, mas, mesmo assim, mantenho minha fábrica no Sul e fabrico pelas duas cidades, distribuindo de acordo com a necessidade, através de cada fabrica. 


Algumas das motos que você customiza chegam a custar mais de R$ 100.000,00. Esses valores se dão pela mão de obra ou pela matéria prima usada na transformação? 
Cada caso é analisado individualmente. Existem projetos de R$ 30 mil à R$ 400 mil de motos nacionais e importadas. Nós fazemos obras de artes exclusivas sobre rodas, então, cada uma tem seu valor especifico, com base no projeto, detalhamento, história, materiais usados e etc. Mas é bom lembrar que a TMC é hoje não só uma customizadora de automóveis e, sim, um estúdio de design preparado para modificar os mais diversos bens, como casas, carros, iates, aviões, relógios, entre outros. Tudo com altissimo padrão de qualidade e design exclusivo, de acordo com o gosto de cada cliente. 



Além de carros e motos, vocês customizaram até um avião há pouco tempo. Como foi esse processo? Envolveu quantos profissionais? Qual a sua função nesse projeto? 
Sou eu quem crio tudo em todos os projetos e tenho uma equipe de designers que seguem minhas instruções para que tudo fique exatamente como planejo, de acordo com meu gosto, para projetos só meus, e junto ao cliente, para projetos encomendados. Além disso, trabalho com uma equipe terceirizada para ações mais expansivas, como o design de aviões e iates, por exemplo. Fazemos isso sempre visando melhor qualidade e estética do produto, cuidado seguiras normas de legislação, principalmente nos caso das aeronaves e iates.


No início de 2012 você foi campeão de AMAZÔNIA, Reality Show ecoloógico, produzido pela endemol e apresentado pela Rede Record. Foi um reality bem diferente do que estamos acostumados a assistir, na selva, com provas de sobrevivência. O que você tirou de ensinamento dessa sua estada na Floresta Amazônica?
Realmente foi uma lição de vida. Foi totalmente diferente dos outros realities, criado para instruir as pessoas e mostrar ao mundo a importância que a Amazônia tem na preservação da vida terrestre. Temos exemplares mais diversos de toda a fauna e flora do mundo dentro do nosso País. Foi emocionante! Em alguns momentos trabalhamos para ajudar as comunidades de diversas maneiras e isso foi muito gratificante para mim. Eu levarei essa experiência para o resto de minha vida e tudo isso já tem mudado muito minha postura sobre a minha relação com o meio ambiente, em coisas "bestas" como separar lixo, por exemplo. 


Você acha que os brasileiros tem uma consciência ecologica? Acha que o apoio governamental é suficiente? Porquê? 
Não! Ninguém tem a menor ideia da importância da consciência ecologia, porque nunca precisaram batalhar por água, depender de baixa ou alta do rio, ou qualquer influência natural para poder garantir o sustento da família. Eu vi aquilo tudo lá na minha frente, me bateu um certo desespero. Aldeias indígenas tendo seu habitat devastado por interesses comerciais e políticos, devastação de florestas para a fabricação de bens não duráveis e animais não tendo para onde fugir ou viver. Hoje eu falo com base sobre isso e posso dizer que, infelizmente, as pessoas não tem acesso a realidade, já que o que passa no noticiário é apenas 1/3 da realidade. Dessa forma, acredito que o apoio governamental é muito precário diante de um cenário como esse, tendo certeza que, num futuro não tão distante, fortalezas como esta é que podem salvar a humanidade. 


O seu prêmio de R$ 500.000,00 por vencer o programa foi aplicado em novos negócios? Pode nos contar o que fez com a bolada?
Este prêmio destinei a ajudar pessoas carentes do Hospital do Câncer Infantil e a minha colaboração para a Amazônia.


Você é muito engajado com causas sociais e acabou de integrar o elenco mundial de artistas que customizaram a arma do programa "Non Violence" - que promove a paz mundial. Como é para você fazer parte desse time que tem Yoko Ono encabeçando a lista de pacifistas?
Na verdade sempre procuro ajudar em tudo que posso. Me considero uma pessoa privilegiada, gracas a Deus. E se tenho condições de ajudar com meu trabalho ou com a minha imagem, porque não usá-los?!  É muito triste ver pessoas que poderiam colaborar, também, e não o fazem. Se todos fizessem o mínimo, o mínimo seria um bom montante.



Quais são as novidades de Tarso Marques para o final de 2012 e início de 2013? 
Tem muita coisa boa para acontecer ainda esse ano... Pretendo inaugurar um Show Room do Studio de Design TMC em SP e, também, espero lançar o projeto do nosso Reality Show relacionado a automóveis, em breve.


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