Entrevista: Cris Cabianca, a nova revelação da MPB

Considerada como uma das grandes revelações da música popular brasileira, a cantora conversa com exclusividade com o Agito Total.

 Foto: Tomas Kolish / Divulgação

Quando você optou pela carreira artistica? Teve apoio de seus familiares?
Tive um super apoio da minha família para estudar música, dança, teatro e artes em geral. Entretanto, quando anunciei que gostaria de seguir carreira musical, mesmo tendo uma família de artistas, meus pais foram contra. Então conversamos muito e combinamos que se quisesse seguir carreira artistica, eles me apoiariam, com tanto que eu fizesse faculdade de outra profissão tradicional. Acabei fazendo Direito e Arquitetura, mas finalizei apenas a de Direito, porque me tomava bem menos tempo de estudar e trabalhar com Teatro e Música.


Você já trabalhou em alguma outra área? Qual? 
Nossa, já! Trabalhei com Produção Cultural, fui estagiária de Arquitetura e de Direito. Também fiz alguns trabalhos com Design Gráfico. Mas é curioso que comecei a dar minhas primeiras aulas de música aos já 15 anos e, por mais que me dissessem que música não dava dinheiro, foi a música que sempre me pagou melhor.


Você estudou que tipos de arte? Em quais escolas?
Estudei muitos tipos de arte... Amo a criação, estética e, principalmente, incentivar as pessoas a sonhar.
Acho que as artes são perfeitas para isso! Então estudei Canto no Conservatório Souza Lima, Broadway Dance Center em NY e na Casa de Artes Operária. Teatro na Oficina de Atores Nilton Travesso e na Teatro Escola Macunaíma. Dança na Escola de Danças Samya Farhan, onde fui solista e Artes Plásticas dentro do Curso de Arquitetura na Faap. Todas foram maravilhosas experiências. Estudei Piano, guitarra e violão na Escola de Música Intermezzo, onde também sou Professora de Técnica Vocal atualmente.


Você já participou de musicais em São Paulo, fale um pouco sobre essa sua passagem pelos musicais.
Quando estudei musicais, o embalo de Broadway estava bem no começo em Sampa. Encenei pela Casa de Artes Operária "West Side Story", "O Jardim Secreto" e uma série de Pocket Shows com números da Broadway.
Fiz ainda, com o diretor Silnei Siqueira  e Ednaldo Freire "Dom Quixote dela Mancha",  e a Adaptação  de a "Princesa e o Sapo", Musical de minha autoria que foi para minha alegria super bem elogiado pela crítica.


Porque optou sair dos musicais e gravar um CD solo?
Estava inserida nos musicais e no Teatro também. Encenei mais de 10 peças na época, mas sentia muita falta da música pura, minha verdadeira paixão. Comecei a compor lá pelos 8 anos de idade e aos 13 já tinha fita demo, com canções próprias que apresentei em diversos festivais de bandas durante minha adolescência. Mais tarde acabei Gravando Cd com um produtor, que acabou retido, o que me desiludiu por uns bons 5 anos da música. Mas chegou um ponto em que me cansei de cantar músicas prontas. Eu tinha muitas idéias borbulhando e resolvi escrevê-las e gravá-las. Fluiu tão bem que acabou se tornando meu Cd solo.


De onde surgiu a ideia de unir MPB e música celta em seu primeiro disco?
Gosto muito de música Celta, Lounge, New Age e amo MPB. Sempre na hora de compor acabava fazendo uma MPB, pelas minhas origens, com uma pitada de misticismo, uma coisa meio Celta meio World Music. Parecia estranho na teoria, mas eu acreditava muito no resultado harmônico dessa mistura excêntrica. Então comecei a mostrar para as pessoas, que pareciam super interessadas. Então, segui em frente.


A música celta era um estilo que você já ouvia antes? Quais seus idolos nessa vertente musical?
Tomei contato com a música Celta aos 14 anos quando fiquei paralisada por aquela sonoridade incrível!  Naquele momento decidi que seria o tipo de música que eu faria. Tenho como grande inspiração uma cantora e harpista chamada Loreena Mckennitt, gosto do trabalho da Sarah Brightman, Celtic Woman,  Blackmores Knight. Sou muito ligada em bandas de pop rock britânico que levam essa sonoridade também, como o  The Corrs.

Foto: Tomas Kolish / Divulgação

Você é artista da gravadora Azul Music. Muitos artistas em seus primeiros discos não tiveram a mesma sorte que você, que conselho você dá a eles para chegarem a uma gravadora?
Primeiro de tudo acho que um desejo ardente de viver de música porque o caminho não é fácil mas é muito bom! Acho que a palavra central é entrega. Fazer sua arte com a maior verdade possível, com o coração sincero e presente! Colocar a mão na massa e trabalhar com amor, tirar a composição da ideia e colocar no mundo real, entre outras coisas.


Qual é a sua música favorita do álbum? Por quê? 
Nossa difícil isso né? São todas minhas filhas… Dificl escolher entre as filhas. Mas acho que "O canto das Sereias" e "Flores da Terra", pelo astral das letras e sonoridades.


Na composição das suas músicas, como funciona seu processo criativo? Você se isola como muitos artistas para escrever? Gosta de usar fatos do seu cotidiano para as letras? 
Para entrar em processo criativo gosto de me virar do avesso mesmo, rs.
Geralmente me isolo, medito, participo vivências espirituais das mais variadas, posso ir para a praia e ter uma inspiração súbita, duas, até umas cinco de vez. Então a partir do conteúdo extraído do cotidiano, de amores, dores e alegrias que são bem depurados nesses mergulhos, extraio sons, letras e idéias que se tornam canções.


Existe muito misticismo nas suas canções. Você pratica misticismos na sua vida? Quais idolatrias?
Não gosto de chamar de esoterismo que dá aquela ideia de loja de 1,99, que vende duendes e figuras de 357 Deuses… Tenho muita ligação com astrologia, cristais, geometria sagrada e uma técnica chamada Freqüência de Brilho.


Ping Pong

Um sonho: cantar para o mundo todo
Uma cor: Amarelo
Um dia: quarta feira
Uma música: Contar Estrelas - do meu próximo CD
Um autor: J.K. Rowling
Uma mulher: minha mãe
Um casal: Rita Lee e Roberto de Carvalho
Uma estrada: Imigrantes a noite
Um destino: Bahia… Sempre.
Uma realidade: multidimensional
Uma comida: Tagliarine ao Fungui
Um filme: qualquer um da Disney
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